Em 1988 o designer Anisio Campos e eu promovemos no meu estúdio na R. Ribeirão Claro, Vila Olímpia, a 1ª Oficina de Design de Automóvel. Vivíamos um Brasil fechado às importações, os carros importados eram raridades e os projetos de transformação e adaptação em carros nacionais um mercado em expansão.
Meu primo Paulo Diederichsen Villares e seu pai Luiz Dumont Villares, ao lado do Aero Commander. Paulo está usando uma bengala porque havia sofrido um acidente de planador, com sequelas na coluna vertebral.
No dia seguinte mais um longo vôo até Miami. Fiquei conhecendo o avião de cabo a rabo, até umas pequenas pilotadas me deixaram fazer. Lembro-me do meu tio Luiz Dumont Villares (1899-1979) assim como está nesta foto. Em Miami cada um dos passageiros foi para o seu lado, meu pai e eu fomos a New York.
Ontem, 8 janeiro 2023, uma semana após a posse de Lula, bolsonaristas terroristas invadiram prédios do governo em Brasília, uma barbárie não coibida pela PM local. As pedras das calçadas de todo o Brasil sabiam que haveria invasão, e o governador do DF, o bolsonarista Ibaneis fez de conta que não era com ele.
Carl Gustav Jung explica: Minha querida amiga Sylvia Ficher, colega de classe da FAUUSP, mora hoje em dia em Brasília. Há poucos dias, a partir de um post que fiz sobre a Escola Brasil:, começamos a conversar sobre a Revista Arte em São Paulo, editada por Luis Paulo Baravelli nos anos 1980.
Em 1967, com a carteira de motorista recém obtida, Alice Kalil, minha namorada, eu e um casal de amigos, a Isa e o Paulo, viajamos para Brasília, DF, no Opel Commodore A Coupe prata, com capota de vimil preto da minha mãe, que me emprestou o carro.
Juscelino Kubitschek se reunia no Catetinho, recém-construído, com jornalistas, engenheiros, amigos como Oscar Niemeyer e o jovem repórter Murilo Melo Filho, de Manchete, que, sem opção, bebiam uísque “caubói”, quente. Não tinha gelo porque não havia energia em Brasília.
Mais um delírio de Oscar Niemeyer, a Praça da Soberania Minha colega arquiteta Sylvia Ficher comenta com maestria sobre mais este monstrengo: "Coitada de Brasília, Oscar Niemeyer não gosta mais dela. Infelizmente, não dá mais para ignorar a realidade que aí está.
Comentar