Meu amigo boliviano Manuel Ramiro Iturralde Jahnsen (Manuco) foi meu colega de classe no Colégio Visconde de Porto Seguro, seu irmão mais velho Francisco Xavier Iturralde Jahnsen também estava no Porto Seguro. A família morava em Higienópolis na R. Alagoas 162, e eu vivia por lá.
Meu pai foi muito amigo do artista plástico, curador e diretor da Pinacoteca do Estado Emanuel Araújo (1940-2022). Moravam no mesmo bairro, a Bela Vista, e se frequentavam sempre com o tema da arte à mesa.
Foto Jade Gadotti Em outubro 1999 houve uma exposição coletiva de arte no estúdio do meu ex-aluno de desenho Naji Ayoub. Eu era um dos artistas expositores, me lembro também de Marcella Sion e Andre Balbi. Meus pais Martha e Erico e duas das minhas pinturas.
Meu pai Erico (1920-2004) era um ser engraçado… Ele e minha mãe Martha odiavam a ostentação da vida social, as festas, as roupas e as jóias vistosas, e jamais comentavam eventos sociais e/ou colunas sociais, eles eram bem low-profile, circulavam em um meio de arquitetos, músicos, intelectuais.
Descobri que meu pai Erico e eu fizemos o mesmo curso na Fundação Getúlio Vargas, o Intensivo de Administradores. Ele fez a 10ª edição em 1958 aos 38 anos de idade e eu a 48ª edição em 1976, aos 28 anos de idade.
Sonhei com meu pai Erico, ele estava na casa da Rua dos Franceses recebendo várias pessoas na sala de visitas. Era um evento festivo importante, ele vestia um terno jaquetão cinza muito elegante e uma gravata bordô, muito animado ele se movia com naturalidade, impondo sua presença.
Sonhei com meu pai Eu estava confortavelmente sentado em uma poltrona debaixo de uma árvore, lendo um artigo da Trip Transformadores de 2019, trajando um terno claro e gravata. O local era um pátio ou um jardim ao ar livre, poderia ser os fundos da casa do Guarujá, quando chegou meu pai Erico, também de terno claro.
Meu primo Paulo Diederichsen Villares e seu pai Luiz Dumont Villares, ao lado do Aero Commander. Paulo está usando uma bengala porque havia sofrido um acidente de planador, com sequelas na coluna vertebral.
No dia seguinte mais um longo vôo até Miami. Fiquei conhecendo o avião de cabo a rabo, até umas pequenas pilotadas me deixaram fazer. Lembro-me do meu tio Luiz Dumont Villares (1899-1979) assim como está nesta foto. Em Miami cada um dos passageiros foi para o seu lado, meu pai e eu fomos a New York.
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