O mercado imobiliário paulistano vem perdendo o juízo, primeiro quando alguém decretou muitos anos atrás, acho que foi o Adolpho Lindenberg, que o estilo “neo-clássico é chique”, e as elites endinheiradas, totalmente despreparadas e incultas compraram (e vem comprando cada vez mais!) esta balela pelo (caríssimo) valor de face.
O preço alto não é apenas em reais por metro quadrado, e sim pelo total abandono da qualidade e da história da nossa arquitetura moderna e contemporânea.
Com o surgimento de projetos como esse “Parque Cidade Jardim”, que pode até estar legalmente dentro dos códigos e posturas municipais, o que eu duvido, mas sem dúvida beneficiado pela complascência e inércia do poder público, leia-se, a Prefeitura, pois pelo impacto que uma porcaria destas vai gerar na cidade, não poderia, em nome do bom-senso, ser autorizado assim sem mais nem menos.
Este mastodonte em estilo “neo-qualquer-coisa-de-merda” vai levar a deshumanização da cidade a níveis nunca vistos.
É de uma feiúra enorme, desproporcional, mal ajambrado, colossal além de qualquer limite.
Tive a curiosidade de visitar o stand de vendas, e descobri que a única coisa interessante por ali é a curiosíssima torre azul-vermelho-amarela vizinha do empreendimento.
A vista é sobre uma moderníssima estação de força da Eletropaulo e o Rio Pinheiros, no canto esquerdo da foto vê-se a “concorrente” Daslu.
Só a maquete do empreendimento, obra de Adhemir Fogassa ocupa o espaço de um bom apartamento.
Enquanto examinava o stand de vendas, evitando ser agarrado por algum corretor, Luciana Gimenez e namorado circulavam por ali…
Justiça seja feita, o café que tomei foi muito bom, servido elegantemente!
A torre azul vermelho e amarela, destaque hoje no bairro do Morumbi, será eclipsada pelo monstro que cresce.