Sabe o mala?

Aquele cara chato, chatíssimo, inconveniente, que quer ser amigo de todo mundo, fala compulsivamente exigindo a tua atenção e partilha com você informações totalmente irrelevantes, que não te interessam, informações essas que ainda por luxo você NÃO solicitou.

O verdadeiro mala-sem-alça. Sabe, né?

Pois hoje me sentei no balcão do Frevo da Oscar Freire para almoçar, feliz da vida, pois encontrei um banquinho vazio da cada lado. Detesto ficar roçando os braços com um estranho.

Pois não é que um gordo mala genérico se senta encostado em mim, e acaba com a minha felicidade. Por pouco não me mudei de lugar.

Gordo mala é pior que mala simples. Ele sua e ocupa MUITO espaço.

O mala gordo se ajeita na banqueta, e com precisão científica se posiciona para roubar minha liberdade de movimentos. Me ameaça com suas toneladas de carne e chatice, puxa conversa com o garçom, tenta contato comigo, que óbviamente me finjo de morto, pergunta dos filhos do gerente, e comenta sobre a última visita dele ao estabelecimento no ano passado. Discute as qualidades do cheesburger, faz piada, toma chope, mexe nos óculos, roça em mim, enche o saco!

Talvez na próxima terei a sorte de um companheiro de banqueta magrinho, tímido, chefe da contabilidade que está acostumado a não abrir a boca jamais. Ou ainda a proverbial morena “Rodriguiana”