Como é possível um “feliz natal” quando o convidado indesejado é Caio (Leonardo Medeiros).

O filme Feliz Natal de Selton Mello, desculpem-me, é ruim demais. Não é fácil tratar da escuridão profunda com competência.
É preciso cultura, leitura, quilometragem. Selton está com 36 anos de idade, tinha 7 quando David Lynch lançou “Eraserhead” em 1979. Talvez não conheça este clássico em pb, denso e aterrorizador.

Será que leu Monteiro Lobato (Contos Pesados), Edgar Allan Poe ou Joseph Conrad (“Heart of Darkness”) que acabou por dar origem ao roteiro de Apocalypse Now (1979) de Francis Ford Coppola? Será que viu “Dr. Mabuse” de Fritz Lang (1933)?

Ou será que simplesmente ficou inebriado com o Cheiro do Ralo?

Me impressiona muito a famosa “unanimidade burra” (Nelson Rodrigues) críticos elogiando, prêmios, estrelinhas no guia, etc… Bom, deve ter gente que acha a “bienal do vazio” o máximo e que já está com saudades de Julio Neves na presidência do MASP…

A chatice foi tanta que potencializou o efeito expulsante das poltronas do Cine UOL Lumière. Vinte minutos foram suficientes.