
Estudei no prédio da FAUUSP na Cidade Universitária, projeto do arquiteto João Batista Vilanova Artigas.
No dia do vestibular, inauguração da nova faculdade de arquitetura, ele circulava entre as mesas, zeloso de sua obra e reprimia quem ousava usar um estilete sobre a fórmica virgem.
Não gosto do projeto da FAU, entre outras razões porque era gelado no inverno e um forno no verão.
Na Rua Sampaio Vidal existe este conjunto de quatro sobrados geminados, genial projeto dele, térreo mais dois andares. Na casa com hera na fachada iniciei minha vida profissional desenhando plantas de prefeitura para o arquiteto Alfred Talaat. Nos fundos era o estúdio do Augusto Livio Malzoni.
Anos depois, já casado com a Iris, comprei a casa em ruinas, reformei-a e fiz meu estúdio nos fundos. Hoje lá mora minha ex e minha filha. As árvores da frente plantei 23 anos atrás. A casa amarela da direita foi reformada e completamente desfigurada pelo atual proprietário, filho da Marília Gabriela, que criou um muro absurdo, encheu de alarmes, etc…
E assim a cidade vai mudando, sempre para pior…
As pessoas têm transformado as casas em caixotes com camisa de força. Triste ver SP assim.
Recebi um email algum tempo atrás com fotos de uma reforma numa das casas projetadas por Oswaldo Bratke. Transfiguraram a casa modernista em sede de fazenda americana, com direito a entrada com varanda e pilares no estilo “…E O Vento Levou” e tudo. É de arrepiar pelo em ovo de codorna!
Nasci no sobrado da Sampaio Vidal 570 (em 1955), onde meus pais já residiam (alugaram) desde 1950. Moramos lá até 1961. A Av Rebouças naquela época era fartamente arborizada com 2 fileiras de ficus frondosos.
Só fui saber que era projeto de Artigas quando estudei na FAU na década 70/80.
Toda vez que passo pela Sampaio Vidal fico imaginando que reformas aconteceram desde os tempos em que vivi lá.
Helena, quando fui morar lá no início dos anos 80 fiz uma reforma que ficou excelente, que foi adicionar um terraço à sala de jantar e à cozinha, com acesso ao jardim por escada espiral.
Deve ter ficado bem interessante esse novo acesso`ao andar das salar/cozinha. Pois eu, com uns 5 anos de idade, numa brincadeira de “acusado 1 2 3” só não despenquei pela janela da sala de jantar, porque meu irmão, 3 anos mais velho, me segurou pela outra mão. O “pique” era na madeira que encaixilhava o vidro daqueles janelões.(coisa de criança mesmo).
Alguém incluiu lavabo no pavimento da sala ou outro banheiro no último andar? A escada de serviço (escurézima) continua lá?
Helena, de fato o terraço com acesso ao jardim ficou excelente! Não há lavabo, e o banheiro de cima foi dividido em dois, a escada escura e apertada continua lá…
Hoje quem de vez em quando se hospeda lá na casa da avó, é o meu recem nascido neto Samuel!