A exposição REVER BARAVELLI é a maravilhosa retrospectiva do meu mestre Baravelli em cartaz no Centro MariAntonia, com curadoria de Maria Alice Milliet e produção da Galeria Marcelo Guarnieri.
#luis paulo baravelli
Não é todo dia que o mestre Luiz Paulo Baravelli, aos 82 anos, expõe 235 obras em uma única mostra. Ele é capaz dessa realização extraordinária! E o faz com extremo prazer e graça!
Abaixo o texto que escrevi sobre o artista, falecido no último dia 4 julho 2024, aos 75 anos, publicado na Revista Arte em São Paulo Nº 1, editada por Luis Paulo Baravelli em 1981. C. M.
A HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO STICKEL – Parte 9 No início de 2005 meu estúdio na R. Ribeirão Claro – Vila Olímpia, estava vazio e à venda, mas necessitava ainda de processo burocrático de regularização no Registro de Imóveis, foi aí que Sandra teve uma ideia brilhante: – Enquanto aguardamos a…
Luiz Paulo Baravelli completa 80 anos de vida. A data, longe de passar em branco, será celebrada por uma história repleta de cores e arte: a Fundação Stickel e a Galeria Marcelo Guarnieri apresentam a exposição BARAVELLI 80, com 61 trabalhos que traduzem a singularidade do artista ano a ano, ao…
De espaços e exposições.
Minha casa na Rua Ribeirão Claro 37, Vila Olímpia – São Paulo fez parte da minha vida, como unha e carne, por 21 anos.
Recém chegado a São Paulo em 1985, após um período morando em New York, procurava um espaço para alugar quando por indicação de amigos conheci o estúdio do Sergio Fingerman, que estava de mudança para a Vila Madalena. Entrei em contato com o proprietário para alugá-lo, mas ele queria apenas vendê-lo, e acabei comprando o imóvel.
Lá morei, trabalhei, namorei, cozinhei, casei, sobrevivi a enchentes, plantei árvores, cuidei de cachorros e escrevi um livro. Lá nasceu meu filho Arthur, fiz os cursos “Desenho com Fernando Stickel” e 1ª Oficina de Design de Automóvel”, fiz festas, preparei exposições, fiz 21 reformas, negociei, transformei, hospedei amigos, pintei o imóvel de inúmeras cores, conheci vizinhos, bem e mal humorados, e finalmente cedi gratuitamente o espaço por dois anos, para que a Fundação Stickel lá construísse, com projeto de Sandra Pierzchalski, o “Espaço Fundação Stickel” e realizasse 9 exposições de arte, estreando com a exposição “Arte e Ilusão” de Luiz Paulo Baravelli em outubro 2005.
Chegado o momento de sair do imóvel e vendê-lo, iniciou-se longo e complexo processo, envolvendo a consolidação de vários terrenos e uma negociação onde ao final dois interessados disputavam o negócio, uma incorporadora interessada em construir um prédio, e a Comunidade Shalom, sinagoga progressista interessada em construir sua nova sede.
Um belo dia conversando com o jovem e simpático rabino Adrian Gottfried sobre a negociação, eu disse a ele:
– Adrian, vou vender minha casa pelo melhor preço, mas prefiro vender a vocês, pois este terreno está impregnado de muitas boas vibrações… E assim, foi, para minha alegria a melhor proposta veio da Shalom e fechamos o negócio.
Entreguei as chaves do imóvel em 31 dezembro 2006. Na desmontagem do espaço, tal qual um corpo doando órgãos, distribuí aos amigos e pessoas próximas, luminárias, plantas, caixilhos, telhas, grades, portas, louças e metais, etc… etc… O final de ciclo de um imóvel que cumpriu plenamente sua função, pública e privada. Algo que desaparece para dar lugar a algo novo. É o saudável ciclo da vida.
Vencedores do concurso de arquitetura promovido pela Shalom, o projeto de arquitetura da nova sinagoga foi de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, da Brasil Arquitetura. Em 2011 fui convidado para a inauguração do novo prédio, tive muito prazer de participar da cerimônia, onde encontrei inclusive alguns amigos.
Agora, 17 anos depois, em um espaço mais uma vez projetado por Sandra Pierzchalski, a Fundação Stickel repete o convite ao mestre Baravelli, que apresentará seus trabalhos no novo Espaço Fundação Stickel, na Rua Nova Cidade 195 – Vila Olímpia, São Paulo.
Estes são alguns dos objetos que utilizarei nas minhas aulas de “Desenho de Observação” A principal ferramenta necessária ao bom desenho não é a mão ou o lápis, é o OLHO, é necessário aprender a VER para registrar no papel aquilo que você VÊ!
Cerca de 1970, no terreno dos fundos da casa dos meus pais na R. dos Franceses havia uma quadra cimentada, e lá inventamos um jogo de futebol com o grupo de amigos que frequentava a Escola Brasil: O engraçado é que, se bem me lembro, nenhum dos artistas plásticos participantes da brincadeira tinha…
5 comentários
Incrível isso! Mas se tem fotos (de quem?) deve ser verdade... abração B.
Fe , nao fui eu que tirei as fotos .Eu nunca fui um bom jogador de bola, eu ia para um lado e a bola para o outro . Porem foto eu conseguia por no foco. Eu ate achei que eu era o Bara . abç Edo
Engraçado isto, paulista joga futebol sem bola... :-))) :-))))) :-)))))))
hehehe! lembro muito bem! ;)***
[...] evento da foto está descrito aqui, o muro de arrimo se vê coberto de [...]
Fotos do final dos anos 70 encontradas pela Iris Di Ciommo, mãe da minha filha Fernanda, em primeiro plano na foto. Na mesa, Mario Fiore de barba, Luiz Paulo Baravelli e Dudi Maia Rosa com cachimbo!
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5 comentários
lindas fotos do Cássio. muito bom seu texto sobre ele. Obrigado por compartilhar conosco
Momentos e movimentos lindos, Cássio querido
Obrigado Claudião!!
Oi Fernando , bom estar em contato por aqui , que texto maravilhoso sobre Cassio . Me emociona muito ler sobre ele , tivemos uma amizade muito grande , obrigada , beijos
Obrigado, Veronica... Beijão!