Tenho a sensação que vou indo vida afora apesar de mim.

Quem me empurra é a minha história (quase) longa de vida, o acúmulo de coisas que geraram impulso positivo, aparentemente maior que a somatória das coisas que atrasaram a vida.

O saldo positivo bem ou mal continua a propelir meu esqueleto, gerando expectativa/cobrança/recompensa na minha mente/alma/coração.

Imagino que, isolado de tudo e de todos atingiria o Nirvana do ócio perfeito. Os músculos agradeceriam a ausência total do desejo, o esqueleto perderia a ânsia de se mover.

Bastaria tirar da frente a família, filhos, mulher e neto, trabalho, amigos, esportes, arte, fotografia, e otras cositas mas…

A principal dúvida é se o Jimmy Hendrix vai ou fica…