Estive ontem na FEAUSP, na Cidade Universitária para palestra do Prof. James Austin, da Harvard Business School, “A CRISE E SEUS IMPACTOS SOCIAIS?”. A palestra foi muito interessante, e o Prof. é uma figura simpaticíssima e singular, to say the least…
Do lado de fora, reencontrei a MONSTRUOSA escultura da Tomie Ohtake ainda lá no jardim, agora sem o plástico preto cobrindo-a, revelando o horror em todos os seus detalhes.
Este desastre da engenharia PERC me faz pensar o seguinte: Existe ainda uma parcela grande de pessoas de “nível” neste país que não acredita em projeto. Não basta o artista pegar um pedaço de papelão torcido e dizer que é uma escultura. É preciso ir à prancheta e detalhar, dimensões, materiais, estrutura, etc…, conversar com o fornecedor, aparar arestas, chegar ao processo construtivo ideal, algo que óbviamente não aconteceu neste caso.
Algumas faixas meio caídas avisam:
“Devido a falhas em seu processo construtivo, a empresa de engenharia PERC reconstruirá a escultura de Tomie Ohtake, sem custos adicionais para a FEA.”
Grande merda.


Pois é: grande diferença entre idéia (o papelão torcido) e inovação (a escultura completa).
Ainda alguns têm coragem de dizer que entregar é mole … difícil é vender.
no mínimo, ficou canhestra…
Honestamente nunca gostei das chamadas esculturas de Tomie. Ela é uma pintora, jamais uma escultora… Essa coisa ai que Fernando investiga é horrorosa, uma agressão visual…
Como já disse por aqui, tem atrais de tudo isso a mamata da Lei Rouanet, ela permite essa contaminação de cupins sem fim. Praga essa que está correndo o pouco que ainda sobra de nossos valores artísticos e patrimoniais, jogados nas mãos dos especuladores de plantão, ratos do setor imobiliário dirigindo museus, FB… que nada entendem, só sabem calcular o lucro com a próxima jogada aprovada pelo os malandros e suas comissões do MinC.
É preciso acabar com esses cupins, a começar pela Fundação Bienal SP. O nosso meio de cultura está contaminado e marrom…