
Na última sexta-feira aconteceu algo surpreendente.
Cerca de 19:45 estávamos Sandra e eu parados no trânsito na Av. Brig Faria Lima, na pista da direita a cerca de 50 metros da entrada da R. Pinheiros, onde tem um posto de gasolina.
Conversávamos animadamente quando um barulho irritante na janela do motorista me fez olhar para fora, vi um sujeito feio, batendo no vidro e gesticulando, o que me irritou e instintivamente acelerei para escapar daquela situação.
Em milésimos de segundo avaliei a rota de escape, quando o carro começou a se mover vislumbrei o fulano erguendo sua camisa, subi na calçada, e saí na R. Pinheiros.
Enquanto isso a Sandra falou: -Ele quer o relógio!!
Não vi a arma, minha mente não registrou o episódio como uma tentativa de assalto, e sim como uma situação desagradável, eu simplesmente não queria contato com aquele fulano irritante, e me mandei, sem pensar.
Acho que o bandido deve ter ficado mais surpreso do que eu.
A cena toda foi tão rápida e natural, sem estresse, que menos de meia hora depois estávamos tranquilamente jantando.
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tentativa de assalto
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Acho que voce teve sorte…
Zé, o fator sorte evidentemente não está descartado, mas a sensação que ficou em mim foi muito mais de destino, a coisa aconteceu do jeito que tinha que ser.
Tb acho que tivesses muita sorte. Em assalto é melhor entregar, do que arriscar a sua vida e a dos outros. TB sempre tem um 2º ou 3º assaltante na parada ! Em POA, 4 me levaram o Rolex e eu fiquei bem quietinho.
Theo, você está coberto de razão, e é isso que eu mesmo sempre defendo e falo, porém na hora agá este discurso sumiu da minha mente, e quem agiu foi o fígado, ou o estômago, sei lá!
Fernando, ainda bem que tudo deu certo.
Horrível vivermos numa cidade em que não se pode usar absolutamente nada comprado com o suor do nosso trabalho.
Abraço,
Daniela, realmente termina bem tudo aquilo que acaba bem…
Agora, para ser sincero, simplesmente não passou pela minha cabeça a questão do relógio, entregar ou não, se é caro ou não, tirar do pulso ou não.