
Finalzinho de 1968, ou início de 1969 recebi a notícia de que havia entrado na FAUUSP.
Meu amigo Edo Rocha, que também havia entrado e eu, fomos pra Bahia comemorar, no meu Fusca 68 bordô.
Passamos o carnaval em Salvador, e na volta eu guiava na Rio-Bahia sob uma garoa fina, a cerca de 80 km/h, quando vi uma mancha lisa, brilhante no asfalto, logo à minha frente.
Não teve jeito, derrapei pra direita, corrigi, sambei pro outro lado e capotamos barranco abaixo.
Eu cortei o supercílio e o Edo, quando saiu do carro e subia o barranco, cortou o joelho.
Fui costurado no hospital de Jequié, meio a sangue frio, os médicos e enfermeiros foram super simpáticos e até almoço me deram.
Conseguimos uma cegonha para levar o Volkswagen semi-destruido de volta para São Paulo, entramos num ônibus e dois dias depois a vida continuou em São Paulo…

Encontrei este slide hoje, guardado há exatos 45 anos e ainda com a cor razoável…
Olá, Fernando.
Zanzando aí pela blogosfera, encontrei seu link e vi conhecê-lo.
Gostei bastante do blog. Eclético, sereno, bonito e elegante.
Voltarei sempre.
Beijos
P.S. Eu ta´mbém já tive um fusca. Foi roubado…snif, snif
Estas rodas não eram as originais. Lembravam as rodas “Leve Ligeira” de alumínio que a Mangels fazia.
Até a calota foi amassada.!!!
Serviço completo este de voces.
:-)))
que foto maravilhosa, o fusca é uma verdadeira escultura 🙂
Em que hospital de Jequié vc foi costurado a sangue frio… no Prado Valadares?