O primeiro estímulo que tive para publicar minhas poesias ocorreu em 1977

Quando frequentei a Escola Brasil: em 1970, meus professores Baravelli, Fajardo, Nasser e Resende estimulavam muito que nós alunos tivéssemos cadernos de anotações, o Baravelli nos mostrava seus cadernos, era fascinante! Rapidamente comprei a ideia, me equipei com cadernos de folhas em branco, e comecei a registrar desenhos, ideias, textos, colagens, etc…

Escrevi também poesias, tudo misturado com outras questões, totalmente desorganizado.

O primeiro estímulo que tive para organizar todo esse material e publicar minhas poesias ocorreu em 1977.

Foi o anúncio em uma revista do Prêmio Remington de Prosa e Poesia, promovido pela Sperry Remington do Brasil, em comemoração aos seus 70 anos no Brasil, com premiação total em dinheiro de cerca de R$300.000 de hoje, era um excelente prêmio!. A Comissão Julgadora: Flávio Moreira da Costa, Affonso Romano de Sant’Anna, Hélio Pólvora, Dirce Côrtes Riedel, Silviano Santiago e José J. Vieira.

O chamado ao concurso era: “Romancistas, poetas e contistas de todo o Brasil: mãos às teclas, mãos às gavetas.”

Arregacei as mangas e fui à luta. Datilografar, corrigir, organizar, finalmente submeti minha obra “Prosa ou Poesia, conforme o caso” sob o pseudônimo de M. Pseudonym. Meu amigo Cassio Michalany me ajudou a fazer as capas, com carimbos e um gabarito.

22 anos e muito trabalho depois, em 1999, surgiu o meu livro de poesias “aqui tem coisa”, publicado pela Editora DBA.


A capa pronta, o 21 foi o número da minha inscrição


O gabarito para impressão da capa.


A primeira página da obra encadernada com plástico

Nesta época eu trabalhava na Racional Engenharia, estava casado com a Iris que estava grávida da minha primogênita Fernanda, a Ivone era minha secretária e datilografava para mim nas horas vagas.

O concurso recebeu 3.181 originais, número notável para algo realizado antes da era digital!


A última página