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FARO DE GAÚCHO

O gaúcho chega em uma churrascaria em São Paulo, senta-se e chama o garçom, que traz o cardápio:

-Mas bah, tchê!! Na minha terra não tem essa história de cardápio. A gente escolhe a carne pelo cheiro da faca!

O garçom recebeu a fala do gaúcho com ironia mas, como não quisesse perder o cliente, o atendeu como lhe pedira. O garçom dirigiu-se ao assador da carne, pegou a faca que tinha acabado de cortar um cupim e a levou ao gaúcho. O gaúcho pegou a faca, colocou-a em frente do nariz e exclamou:

– Barbaridade! Esse cupim está uma maravilha … Me traz um pedaço!

O garçom, estarrecido com a situação, serviu o gaúcho e, logo após, buscou a faca utilizada para cortar a costela e a levou para o gaúcho. O mesmo exclamou:

– Mas bah, tchê! Essa costela está no ponto… Pode me trazer!

O garçom, louco da vida com o gaúcho, buscou uma faca e pediu pro churrasqueiro Waldemar:

– Waldemar passa a mão no saco e depois esfrega nessa faca!

Dito e feito, o garçom pegou a faca e a entregou para o gaúcho. Ele, mais uma vez, a colocou frente ao nariz, suspirou fundo e falou:

– Como esse mundo é pequeno, tchê! Não acredito … O Waldemar trabalha aqui?