
Minha amiga Vi Leardi lembrou um outro aspecto do Guarujá da minha infância e adolescência, a charmosa casa do Tom Payne, que ficava a meio caminho na estrada de terra, entre a Praia do Tombo e a Praia do Guaiuba.
Meus pais frequentavam bastante o antiquário que havia junto com a casa, compraram várias peças, me lembro bem dele, um verdadeiro “galã” e de uma mulher interessante, que devia ser a esposa, a atriz Eliane Lage.
“Eliane Lage é uma imagem que tremula no imaginário de gerações”, afirma Ana Carolina Maciel, que co-dirigiu com o cineasta Caco Souza o documentário Eliane, em 2002. Leia mais aqui.
Apesar da curta carreira cinematográfica, Eliane Lage foi uma das maiores estrelas da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, o lendário complexo de estúdios cinematográficos que tentou reproduzir no Brasil o modelo de produção Hollywoodiano.
Protagonista de cinco clássicos do estúdio, Eliane Lage tornou-se um ícone do cinema brasileiro.
Filha de pai brasileiro e mãe britânica, Eliane Margaret Elizabeth Lage nasceu em Paris, em 16 de julho de 1928, mas veio para o Brasil com apenas seis meses de idade. Ainda muito jovem, começou a fazer trabalhos sociais na Favela Dona Marta. Posteriormente, foi estudar na Inglaterra, e de lá foi para à Grécia, onde foi voluntária em um campo de concentração de crianças gregas durante a guerra civil que assolou o país.
De volta ao Brasil, foi descoberta pelo cineasta inglês Tom Payne, que havia sido contratado pela Vera Cruz. Ele a convidou para um teste, e a atriz foi escolhida como protagonista de Caiçara (1950), um dos mais importantes filmes da história do cinema brasileiro.

Eliane Lage hoje, aos 94 anos.

Estas fotos da casa do Guarujá me foram enviadas pelo filho do casal, Tomas Jorge Lage Payne.


E tem a velha piscina, com o salva-vidas “Centenário” e os bailes de carnaval do “Grande Hotel”, onde o Santos Dumont se suicidou e a casa do Matarazzo, única no meio do areal que era a enseada, o castelinho, atrás da sua casa, do café da meia noite, os passeios de maria fumaça, que iam até Itapema, com os carregamentos de banana, das plantações de uma fazenda perto de Guaiúba, etc, etc,…
Fernando, estou adorando estas suas memórias do Guarujá que é de toda uma geração que está entre 60 e 65. Até porque passávamos 60 dias de férias naquele paraíso e eramos felizes e não sabíamos. Será que nao está na hora de fazer a história desta pré-história do Guarujá. Durante anos eu me lembrava do Grande Hotel e não sabia se existiu ou não até ver a tese da Ana Belluzzo sobre o Liceu de Artes e Ofícios e ver o hotel lá. Fiquei como criança. Você que gosta de movimento podia começar a requisitar fotos e lembranças dos amigos e montar um livro desta época. Um grande abraço, Marlene Acayaba
<;-) Bj
Sou o corretor mais antigo da cidade, desde dais tenra idade, fui amigo do Tom Payne, um gentleman,fino, educado, e muitas vezes íamos p/SPaulo e jantavamos na Cantina do Piolim, e, até hoje tem um prato com o nome dele “FILET À TOM PAYNE”, comprove é uma delicia. Minha mãe era de Ilha Bela, e, Tom, rodou o filme lá.Fui até um dos figurantes.Guaruja, infelizmente, apesar de ser a cidade mais linda do Mundo, está em decadência por causa desses politicos imundos.Tenho dito.Fui…
Airton, dói no coração testemunhar a destruição do Guarujá…
Boa Tarde Fernando, tudo bem? Estou precisando entrar em contato com a atriz Eliane Laje. Por um acaso vc tem o contato dela. Diz respeito a um longa metragem o qual gostaríamos de homenageá-la
Guilherme, não tenho contato.
Como Tom Payne foi uma pessoa de bastante reconhecimento nacional, eu não conheço nenhuma pessoa de grau parentesco com ele que mora ou viveu em Areado MG, então como levou o seu sepultamento naquela cidade de porte pequena e porém muito acolhedora. Sou desta cidade (Areado) e tenho bastante orgulho por ter o corpo de uma pessoa como TOM descansando lá.
Luiz, que interessante!!
Boa tarde
sou filho de Eliane e Tom.
A Eliane reside em Pirenopolis – GO, está com 94 e muito bem de saúde.
Caso queiram falar com ela posso organizar.
Abraço,
Tom
Oi Tomas, que bom receber esta notícia!
Caro Tomas, meu nome é Gothardo.
Moro num distrito de Macaé,Rj, na serra a caminho de Nova Friburgo, num sítio.
Eu tinha um grande amigo, que faleceu, e ele era muito amigo de Alberto Cavalcanti, inclusive foi ele, a pedido de Cavalcanti, quem escreveu a biografia de Yolanda. O nome dele era Gilvan Pereira. Tomas, queria muito falar com sua mãe, como seria possível? Espero que ela esteja bem, grande abraço! Ah, já fui a Pirenópolis com primos meus que são de Goiânia e moram lá. Se eu soubesse que ela estava morando em Pirenópolis, com certeza iria tentar convencê-la pessoalmente! Mas descobri ontem pela net, que sua mãe está viva! E já comprei pela Amazon o livro dela, já estou lendo!
Desculpa, convencê-la não….
CONHECÊ-LA. O corretor do teclado sempre me trai, rsrs