Acordei cedo, tomei banho, fiz a barba, tomei café, li rápidamente o jornal e fui à uma missa de sétimo dia.

Lá, alguns momentos de paz, silêncio e reflexão e na saída, já no trânsito vejo ao meu lado um carro velho com uma família humilde carregando sua mudança, grudado na minha janela um bujão de gás.

Penso que para explodir aquele bujão não é preciso muito, e que se isso acontecesse eu não estaria aqui escrevendo estes pensamentos ridículos.

Mas a vida é assim, agradeço por estar vivo e bem, o trânsito anda, o bujão se afasta, cada dia é um dia.