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A vida por uma fresta

Vocês já tiveram labirintite? É chato paca!!!!

A tontura começou dois ou três dias depois do acidente, durante a noite, depois ficou me acompanhando no ritmo vai e volta, mais leve, mais forte, e foi piorando até que voltei ao Einstein para examiná-la.

Entrei no PA (Pronto Atendimento) por volta das 11:00h, depois das burocracias fui colocado em um pequeno consultório onde fui atendido por um clínico que me fez perguntas e testes neurológicos, depois conversou com o meu médico particular.

consultorio

Desconfiavam de possível lesão nas artérias que passam pelo pescoço, e indicaram uma ressonância magnética do crânio. A enfermeira pediu para me deitar na maca, fez um eletrocardiograma e depois informou que o horário previsto para a ressonância seria 21:30h!!! Seguiu-se o diálogo:

– 21:30!!!??? Ok, vou para casa e volto mais tarde.

– Não vai poder sair… O médico pediu para o Sr. ficar aqui em observação, vamos ligá-lo ao monitor.

– Nossa! Pra que??

– É o procedimento.

Em seguida me empurraram na maca para um espaço fechado por cortinas. Lá passei das 11:30 até cerca de 18:00h, deitado, cheio de fios, quando me levaram com maca e tudo para a ressonância.

A vida passou pela minha frente nesta tarde por uma estreita visão na fresta da cortina, vultos que passam, conversas entrecortadas, comentários, barulhos e cheiros… Você se sente cuidado, sim, mas miserável na sua imobilidade e tontura. Dormi um pouco, almocei, e mais tarde tomei um lanche.

Ao final do exame a médica me informa que não há dano nas artérias, e que a tontura foi diagnosticada como labirintite. Finalmente quase 22:00h sou liberado!

A labirintite tem várias causas, no meu caso acho que foi o impacto da queda de motocicleta, e o resultante stress.