Carrego comigo esta criatura desde o início dos anos setenta.
Foi um presente do ceramista Megumi Yuasa, com quem convivi bastante naquela época de grandes descobertas artísticas.
Composta de um vaso feito na tradicional ténica japonesa do RAKU e seu habitante, o cactus (cacto), a criatura mora comigo desde então.
Me acompanhou em cerca de 15 diferentes endereços a minha vida afetiva, artística e profissional, o nascimento de filhos e neto.
Quem sabe um dia verá um bisneto!
Certa feita ela foi acometido de uma infestação de formigas, mergulhei-a no tanque cheio d’água, e os cadáveres de formigas aprisionadas no bojo a alimentam até hoje…
Grande companheira!